domingo, 29 de janeiro de 2012

Atravessei um rio, corri o oceano!

Escalei montanhas
Andei pelas praias
Continuei procurando
Desci um vale
Subi uma colina
Atravessei um rio
Procurando não sei o que
Mas continuei

Perguntei por todos os lados
Conheci muitas pessoas
Segui as mais diversas rotas
Experimentei o mundo
Continuei acreditando
Minha busca não terminara
Perdi as contas
Não saberia dizer quantas vezes
O sol desceu e subiu
Quantas vezes a noite caiu
Mas todo dia
Todo santo dia
A mesma estrela brilhava
E eu sabia...
Sabia que minha busca não era em vão!

As cores caem

Em uma noite
As cores caem
Como a dez anos
Como ontem
Uma batida
Depois da chuva
Um som
O sol que some na tarde
O dia que termina primeiro no oeste
A janela
Que vê chegar
Que vê partir
É a mesma!

Lionsheart

E quando disserem
Ricardo coração de leão
Façam a correção
Ricardo coração do leão

Alma

Separa-se do corpo
Vendo tudo de fora
Caminha longe
Corre léguas
Não se cansa

Minha mente
Escala montanhas
Não vê limites
Vê-se feliz
Senta no topo do mundo

Mais que meu corpo
Mais que meus dias
Não vê cercas
Viaja
Lunática
Vê baleias
Escuta o mar

Minha inocente mente
Não se apega as formulas
Não tem disciplina
Corre livre
Vive o mundo!

Califórnia

Um sonho de Califórnia
Flores no cabelo
Amor nos olhos
Um sonho
Como na música
No livro
Musicais dos anos 60
Liberdade
Vida como easy rider
A promessa de kerouac
Led Zeppelin no seu avião
O cinema
E tudo
Califórnia espere
Espere
Califórnia e tudo
Califórnia rock Reino unido
Califórnia Praga e a primavera
Paris e 68
Praia e Florianópolis
Califórnia mantra do mundo

Augusto

E o vento sopra pavoroso
É agosto
Mais um dia
Mais um ano
É agosto
Vento frio
Balança tudo
Corre o mundo
Não chove
É só um prenuncio
Esfria a espinha
É a primeira sensação
Calmaria
É agosto
Um tempo entre tempos
Sem chuva
Começa seco
Termina úmido
É agosto
Mês do imperador
Megalomaníaco
Cachorro louco
Agosto da garra
Agosto de Augustus
Agosto da guerra
Da superação
Do inicio da chuva
Da vida
Do inicio da guerra
Da morte
Da vida
Todo sentido
Carrega seu inverso
Agosto
Mês dos sentidos
Agosto
Nascimento da crueldade
Agosto
Nascimento do amor

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Algo para dizer sobre hoje

É trágico
Um idiota
Um completo e perfeito idiota
Eu que não tenho medo de nada
Ridículo
Tanta vergonha
Tão absurdo
Eu que me julgava diferente
Me vi hoje
Como um desses homens traidos
Esses meio homens
Um mane

O que vem de longe
Em um processo
Não percebemos
Pelo menos eu...
Não percebi!!

Me tornei o cara legal
O amigo
O coleguinha....
O fundo do poço
Processo inverso
Nessa merda toda de querer me urbanizar
De tornar-me moderno
Mais entendedor das coisas e das pessoas
Grande merda!!

27/07

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Fugiu

E ela se casou

Ela fugiu

Ela deixou uma casa

Uma mãe uma irmã

Ela só queria fugir

Só queria estar longe

Ela não entendia

Ela não queria

Ela sentia

E sentia e sentia

Como se sente algo

Com peso

Ela fugiu

Fugiu e fugiu

Ela se casou

Ela, linda

Ela, genial

Ela, tudo...

Se casou !

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amor nos tempos do cólera set 2011

Eu só espero

Que minha vida não seja

“Amor nos tempos do cólera”

Eu só espero...

Não sei o que eu espero

É uma dor ruim

Mas boa de sentir

É uma dor cruel

A pior de todas

Mas que já sei como sentir

É uma dor que chega

Que fica...

Sai

E volta

Nunca acaba

Nunca, nunca, nunca,

Eu não gosto de nada

Eu não gosto de ninguém

Eu amo todo mundo

Eu quero o bem

Mas não gosto de ninguém

É vazio que não se preenche

É poema que só eu entendo

É dor nostálgica

É o único arrependimento

São lágrimas

São textos

São besteiras que eu escrevo

Que me fazem bem

Ah.. como eu amei

Ah... como eu gostei

Ah... como nada além disso importa

E ninguém entende

E ninguém nunca vai entender

Essa história que eu já não conto

Eu só espero que se preencha

Que venha arrebatador

Amor

E que aquele filme

Seja só mais um momento

E jamais a história inteira

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Medo medo medo !

Medo, medo, medo... Eu te procuro mas não te encontro!
A medida que não te tenho me desumanizo, a medida que tento te achar me torno medíocre, porém é preciso quando se procura viver como um comum e encontrar sonhos que não são seus, afinal não se vive sozinho e a coragem de um sonho solitário quase sempre descamba em pesadelo. A medida entre a coragem e a burrice e o que mais doí é que em uma sociedade de medíocres quase toda coragem é burrice! E eu, eu não consigo viver sozinho, o sorriso dos outros alegra meu coração, é preciso sorrir, eu rio de qualquer coisa nessa vida, pra não me tornar louco me torno palhaço e levo tudo na gozação, alienação! Em um longo processo de dia após dia tomar para si o que não é seu, ser como os demais, ser como a música do Zéca Baleiro, querer apenas uma vida, um comercial de margarina, um filho e um cachorro, torcendo pra não se tornar Mrs. Dalloway, ahh... mas isso não me afeta, ou já não me afeta, quem sabe como foi o passado ? Construo o que existiu com os olhos de hoje, e essa é a grande maravilha da vida, de se reinventar a cada momento, de tornar-se comum e um pouco medroso quem sabe, com essa cara deslavada e mentirosa de que nada te afeta! mas será que afeta mesmo ? que é realmente mentira ? As vezes estamos certos e não sabemos... o tempo é quem diz e no final das contas tudo continua e a vida é isso, é o que é, um eterno processo com muitos procedimentos, com uma morte inesperada ou não... É só uma perspectiva, tem se coragem de fazer tudo porque pode tudo acabar amanha, tem se medo de ir a esquina, porque ir a esquina pode ser fatal... e isso é o que dilata as pupilas e faz bater forte o coração, mas voltando ao inicio se é que é isso mesmo, medo medo medo me diga onde se esconde que eu quero te encontrar porque um cachorro eu já tenho...em breve dois cursos superiores, minhas histórias frenéticas?? Isso não importa, não é mérito algum, mérito é ter medo... e se divertir comendo!!

Outro começo de noite

Outro começo de noite