sábado, 5 de setembro de 2009

Codigos

Há certo extase
Em reviver certos codigos
São letras organizadas em palavras
Palavras organizadas em poemas
São os codigos

Uma descoberta
Desde sempre
Aprendi a me transportar
Uma descoberta
Uma forma de encontrar momentos no infinito
São os codigos
Sequencias de letras
Com lógica nem sempre entendida
Ums mais simples
Outros mais complexos
São os codigos

Algo perdido então volta
certa agonia
certa felicidade
certo medo
Mas tudo reunido com extase
De viver de novo
Olhos vidrados ao ler estas sequencias
Eu posso viver duas vezes
Posso sentir tudo de novo


Custa caro

Como custa caro..
O preço é alto demais
Se é que isso ainda existe em outro lugar
Por aqui quase não vejo
Aqueles que não se dobran
Quase se foram por inteiro
Aqueles que não vendem seus sonhos
Mal podem dormir por aqui
Custa caro demais não voltar atrás
Todos os outros se juntaram ao rebanho..
Dos sem orgulho..
Dos sem alma..
Dos sem nação..
Não quiseram pagar
Orgulho não se paga com dinhero
Custa caro demais
Preservaram suas noites
Mesmo que os pesadelos os atormentassem
Por terem vendido suas almas
Preferiram deitar a cabeça nos travesseiros e dormir
Mas uns poucos ainda restaram
Uns poucos que resistem
Que não vão se vender assim tão barato
Alma custa caro demais!



sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Até quando

Até quando..
Vou fingir que não me importo
Pra não demonstrar que importo demais
Até quando..
dizer que esta tudo bem
Até quando continuar no barco
Enquanto ele pega fogo e sou o único que sabe nadar
Eu seguro firme
Caminho sozinho
Atravesso um deserto
Mas como sempre
Está tudo bem
Peço compania para atravesar a rua
As pessoas estão cansadas
Enquanto eu já atravessei um oceano inteiro
Até quando eu não sei..
Mas aguentando continuo
Enquanto todos desabam
Seguro firme
Não sei porque
Mas aprendi desde cedo
Que homem não chora


O homem barata.

O homem barata
Queria ir trabalhar
O homem barata
Acordou cheio de patas
Teve medo de perder o emprego
Machucou sua carapaça
O homem barata
Antes de ter carapaça já era inseto
Já vivia pelos cantos
Se escondia no escuro dos pensamentos
Fechado em seu quarto
O homem barata tinha prazeres simples
Tinha medo de ser pisado e esmagado
Pois nunca foi humano
Sempre foi barata

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Só o amor entende

Eu sempre achei que estava no controle
Sempre pensei que tudo era previsível
Que minhas palavras sempre me ajudariam
Que minhas respostas viessem na hora certa
Que a emoção não comprometeria a frieza do raciocionio
Eu escrevo, e quando escrevo sou maquina
Enganados aqueles que acreditam nos versos
Nos textos e nas frases de efeito
A emoção de um poema é a frieza de meu raciocinio
Pois quando o raciocinio ferve de sangue e sentimento
A emoçao das palavras se tornam nulas
Não vejo nada alem do óbvio
Meus passos se perdem
Minhas respostas não chegam
E acabo por chegar no imenso lugar comum
Das rosas vermelhas, do coração apaixonado
E de todas essas coisas bregas que só o amor entende!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Fresta

Uma fresta se abriu
Pouca luz entrou
Uma fresta se abriu
Pouca luz iluminou
Algumas pessoas disseram
Que a luz era muito pouca
Não servia pra nada
Outras pessoas se alegraram
Foram atrás da fresta
Quem se animou abriu o caminho
Quem não acreditou ficou
A luz durou pouco tempo
Só o tempo nescessário
Para que alguns fossem atrás da luz
Para que encontrassem a saida
E os outros ..
Ficaram por esperar
a caridade de quem acreditou
Poder voltar para mostrar o caminho

..

Quero a batalha dos tempos modernos
quero a vitória de um tempo que ainda não chegou
quero a coragem de meus antepassados
quero o amor sempre a meu favor
meu povo tem esperança
de receber de volta
só o que era seu






domingo, 12 de julho de 2009

Portas

Pedras são pedras
Peixes são peixes
Portas são entradas
Portas são saidas
Pedras são minerais
Peixes são animais
E eu
Eu sou tantas coisas
Pessoas são pessoas
Loucos são gordos
Loucos são magros
São homens e mulheres
E eu
Eu sou tantas coisas
Portas são entradas
Portas são saidas
Peixes nadam
Agua quente
Agua fria
Peixes diferentes
Portas abertas e feixadas
Pessoas quentes e frias
Abertas e feixadas
Entrando e saindo

sábado, 4 de julho de 2009

Um ano inteiro

Ahh como eu queria
Escrever agora
De uma vez só
Falando de tudo
Falando de como foi difícil
Um ano inteiro longe de você
De como foi pra mim
Das outras
Das tentativas de amores forjados
Dos olhos de vidro
Tinham olhos de vidro
Nada além
Sei que tinham alma
Eu não consegui ver
Sei que suavam frio
Eu não senti
Um ano inteiro longe de você
Não consigo descrever
Os textos vazios são brancos
Sem palavras
Um ano inteiro sem palavras
O ano mais branco de todos!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Os livros que leio

Os livros que leio
Abrem os olhos
Me batem na cara
Mostram-me o que não quero ver
Um sentimento de descrença
De intensidade
Influenciam muito
Todos já viveram
Viveram minha vida
Cada um
Sobre diferentes aspectos


Pareço caminhar
Pelos mesmos erros
Buscando os mesmos acertos
A realidade
A realidade das pessoas assustadas
Elas já viveram antes
Estão á minha volta
As mesmas almas
Eu ás conheço
Todas

Outro começo de noite

Outro começo de noite