sábado, 24 de outubro de 2009

Um outro poema

Se cale em seu sorriso
É uma mesma musica
Para um outro poema
Pare de chorar no seu coração
Deixe que as lágrimas caiam
Deixe que escorram pelo nariz
Que cheguem na boca
Sentindo o gosto de sal
Sinta lágrimas em seus lábios
Se cale em seu sorriso
Se quer mesmo é chorar
Chore uma noite inteira
Amanheça com os olhos vermelhos
Pare de chorar em seu coração
É uma mesma música
Para um outro poema

Face a face

Face a face
Um cover
Face a face
Usando alguém
Alguém como você

Tocando algo do passado
Um cover
Fazendo você saber
Alguém como eu
Qualquer pessoa

Todos prontos
Falando na rua
Quebrando garrafas no asfalto
Falando da lua
Rimas sem esperança
Rimas sem graça
Alguém como eu

Algo do passado
Um cover
Pra você saber
Amanha pra se esquecer
Alguém como eu
Alguém como você
Quebrando garrafas na rua
Falando da lua

No meio da esquina
Entre um astro e outro
Tocando um cover
Algo do passado
Entre uma e outra estrela

As constelações têm poeira
Os moveis da sua casa
Os tapetes da minha
Veja o céu
Somos grãos de poeira

Amanha pra se esquecer
Um brilho como o seu
Usando alguém
Qualquer um
Todos prontos
No meio da rua
Alguém como eu
Fazendo você saber
Um cover do passado
Essa noite ontem
Um cover de amanha

sábado, 17 de outubro de 2009

Alma fracionada

Vai se soltando aos pedaços
Montando em um quebra cabeça obscuro
É sempre uma surpresa
Muito mais do que o esperado

Para que se conheça toda ela
Se esconde em infinitos lugares
Se diz forte e assusta com a sombra
Cria ilusões de ótica
Um caminho sinuoso

Teme ser encontrada
Um sábio a dividiu em infinitas partes
Em todos os cantos em todos os lugares

O quebra cabeça obscuro
Tem sentido para quem é permitido enxergar
Os demais são os cegos que nunca poderão ver
Os homens não sabem compreender
Temem o desconhecido
Destroem o desconhecido
Cultuam o imcompreensível
O sem razão de ser

A quem encontrar os pedaços
O premio de se ter o que nunca se imaginou
Mais do que qualquer coisa
A que tudo se supera
O que não se espera

Os pontos fracionados de uma alma
Um entre milhões
Segredos bem guardados
Que se mostram no tempo e na gratidão
Todo o entendimento
Escutando vozes do que nunca se saberá o que é
Só entende quem procura
Os pontos fracionados de uma alma

Sanidade

Quando te disser o certo ou o errado
Quanto te falar de sanidade
É no que eu e você precisamos acreditar

Uma prosperidade tão a favor
Um cidadão de bem
Esperei o trem
Sai no meio do dia
Fui a plataforma
Esperei o trem
Um cidadão de bem
Uma prosperidade tão a favor

Te falei dos meus projetos
Dos planos abertos
Cinema final de semana
É no que eu e você precisamos acreditar


Pra não se assustar
Pra não se magoar
Essa é a historia que ninguém contou

Peguei mesmo o trem
Sem saber bem
O que é que tem
Depois de algo alem

Daqui a algum tempo
Recuperado volto
Bem preparado
Cidadão de bem
Cabelo cortado
Retransformado

Quando te falar de sanidade
Escute bem
É no que eu e você precisamos acreditar
Cinema no final de cinema
Morte no final de semana

O gato

Você se esconde nas paredes
Passando nas ruas cheias
Distraída na multidão
Olhando para o chão

Sai bem cedo
Volta a noite
Senta na cadeira
Brinca com o gato
Liga a tv e adormece desmaiada

Você se esconde nas paredes
Passando nas ruas cheias
Distraída...
Só passa...
Pensando em algo vão

Come qualquer coisa no caminho
Pede um café
Conversa com uma colega de repartição
De repetição
De beber café


Você não é você não


Volta pra casa
Enforca o gato, amante de solidão.
Você não é você não
Faz a mala
Pouca coisa
Deixa o passado
Poe fogo no apartamento
Desce tranqüila as escadas.
Corre na contramão
A avenida esta vazia
Não pensa em nada não
Noite quente e colorida
A ultima em uma boate qualquer
Ouvindo uma musica de um tempo que passou
Tempo que volta
Pega as malas ao amanhecer diferente
Foi a ultima noite na cidade da solidão

Pobre de mim

Pobre do samba
Ganhou meus aplausos
Arrancou meu sorriso
E nunca..
Nunca saberá se o mérito é mesmo seu

Se gosto de samba é novidade
Já não sei bem
Se é o samba ou se é ela
Não se separa das batidas
Ela sem samba não existe
Ela sem samba não é feliz
Pobre do samba
Nunca saberá se o mérito é mesmo seu
Sua batida é amor
Seu amor é felicidade
Pobre de mim
Que sem ela não vivo
Que divido com o samba
Compartilhando seu amor
Nunca saberei
Se é pra dança ou pra mim
Pobre de nós
Eu e o samba
Sem ela as batidas são sem graça
O samba morre
E eu me torno infeliz

Metade

Tampo metade da face
Sou metade do mundo
Ando sozinho
Sou o vento
Fecho os olhos e sou o infinito
Corro para onde eu sou
Parte dos lugares
Reviro a alma
Participo como quem nunca vai embora

Acordo no dia seguinte
Face destampada
Mundo inteiro
Estrada lotada
Fronteiras fechadas
Vou embora
Não sou lugar algum
Eu nem sou daqui
É, acho que nem sou daqui!

Me irrita

Me irrita

Quando alguém quer saber mais de mim do que eu mesmo
Quando sabem o que devo ou não fazer
Do que devo ou não gostar
Não façam comparações
Ninguém é nem nunca vai ser igual
Ninguém viveu ou vai viver a mesma coisa
Não me diga eu te conheço
Não quero ser e não sou
Não me conheço e não quero que conheçam
Se digo muitos nãos é porque barreiras foram ultrapassadas
Vamos ser felizes
Sem definições
Sem certezas
Vamos esperar a surpresa brotar de nós mesmos

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Outro começo de noite

Outro começo de noite