quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Lose

E eu entendi

Entendi

O que ela queria me dizer

O que ela não sabia

Mas queria me dizer

O que eu sabia

Mas fui criança

Ahh.. eu entendi

Todo o segredo

Como um espasmo de luz

Na escuridão

Eu vi uma saída

Que eu já conhecia

Bem simples

Ah h.. não podia ser outra coisa

Sua musica

Minha vida

Sua musica

Minha concepção

Sua vida

Minha filosofia

Sua filosofia

Minha religião

Era só isso

Eu tirei a sorte grande e perdi

Era só isso

Eu não vi

Não podia ver

domingo, 29 de janeiro de 2012

Em nova estação

Uma revolução em minha mente
É passado é presente
O que eu vi o que eu olhei
Continuando naquela lembrança
Ela não pôde esperar
Foram tantos anos
Um dia passado em presente
O sol que nasce vem em nova estação
Os pingos caíram
A chuva fez seu estrago
O sol secou tudo
Pude ver a tempestade
Estava longe
A seca
Secando o tempo
Não era deserto
Havia terra
Plantava-se, mas não nascia
Areia por dentro
Deserto infinito
Sem fim
Nova estação
Novo setembro
Tempo de aprender a viver
Algo nasce na areia
Quem sabe até tenha raízes

Sem fim

Só posso ser um corredor
Um caminhante
Tentando ficar parado
Estático
Um caminhante
Tentando se fixar
Corredor
Procuro sonhos em dias comuns
Procuro a mulher que eu sei que existe
Vejo um sorriso
Uma pista
Vou até o fim
Não encontro
Tento ir além do fim
Recomeço
Outra mulher
Outro sorriso
Vou encontrar
Ficar estático
Olhando o tempo
Sem sentir o sertão
Em um sorriso...
Que guarda o infinito
Uma chuva fina
Eu vou
Vou sem fim!

Songbird ³

Vou falar a língua universal
Saindo do chão
Em uma brisa
Que chega não sei de onde
Sentindo o mundo parar por um instante
A língua universal
Um pássaro
Que voando faz acrobacias
Toca o chão
E dança no ar
Dança e dança
Eterno
Não há nada que o faça parar
Vou falar a língua universal
Passar por aquele chafariz
Descer
Cantando uma canção
Bater na porta da sua casa
E te chamar

Songbird²

Como um piloto
Em minha mente
Essa música
Ela não é qualquer uma
É um jogo que não acaba
É a mesma melodia
Os sons dos pássaros em sinfonia
É um acústico
É um parque
Em um lugar incomum
A sete chaves
Os sons
Em minha mente
Uma mulher que dança
Ela não para
Ela nunca vai parar
Ela não é qualquer uma!

Nada e o sonho do vento

Sinto o vento
E tudo o que tenho
Meus sonhos
Já escalados
Um a um
Só podia ficar
Mais um dia
Mais um ano
Até sentir a última rajada
Se desfazendo no tempo
Sopra tranqüila
Brisa
Vive tranqüilo
Mar revoltoso
Nada que eu possa controlar
Todos os sonhos
E nada...
Absolutamente nada!

Songbird

Quero ouvir de novo
O segredo que me contaram
Sentar debaixo da sombra
Esperar o quanto for preciso

Quero que se aproximem de mim
E cantem como nunca
Quero uma infinidade
Um violoncelo
Um violino
Uma doce balada de cantos
Um concerto cantado
Pássaros por todos os lados
Quero que desçam do céu
Quero um poema

A alma de Allen Ginsenberg
Soprando-me uma canção
Ao estilo Beatnik
Um canto de amor
Pra depois eu cantar pra você
E quem sabe possa então dedilha - lá no violão

Que Deus me perdoe

Queria gritar
Desespero
Não sei por quê
Minha vida é boa
Meus dias são felizes
Um pombo até me escolheu
Pra cagar em mim
É
Não é tão ruim assim
Meus dias são animados
E depois da chuva
Sempre posso caminhar
Pra lugar nenhum
Sentindo o povo nas ruas
Comendo um pastel
Em uma feira livre
Gosto de não me sentir ninguém
Ou melhor
Gosto de me sentir só mais um
Pelas ruas
Toda aquela ignorância
Fugindo de não sei o que
Sei que aquele não é meu lugar
Por mais humilde que seja
Por mais que queira ser um deles
Não sou
Não sou e não sou
Não sou do povo...
É preciso encarar a vida
A realidade
Levantar a cabeça e enfrentar o mundo
Aquela música que finjo gostar
Não agrada meus ouvidos
Não entra na alma
É um pouco de soberba eu sei...
Tento me infiltrar
Tento conversar com a menina
Com a mulher
Seus olhos derramam esperança
Mas não falamos a mesma língua
E eu... Não sou tão simples assim
Um burguês...
Burguês de merda, e que Deus me perdoe!

Sempre e bastante

É o que preciso te dizer
Quis pedir desculpas
Não pude
Eu erro sempre
Mais uma vez
Não me veja nos olhos
Garotos não choram
Atrasado demais
Passei na frente
Perdi o caminho
Fiz as curvas
Foram perfeitas
Eu te disse
Sou o melhor
Mas você não entende
Ah...
Você não é como as outras
Não olhe nos meus olhos
Tente mais uma vez
Talvez entenda
Não vou me desculpar
É um pouco de mim e de você
É um pouco de tudo
Parte desse sangue
Que corre e corre
E queima pelas veias

Rimas que nunca serão

Quando
Não há idéias simplesmente
Em rimas que nunca serão
Matando o tempo
Palavras esparsas
Quando não há sentimentos
São dúvidas
Sem expressão
Não se traduz em um grito
Há só silencio
Tentando falar
Sem ter o que dizer
Sai da mesa
Abandonei o mundo
Vim pra casa
Pra ficar comigo
Pra desvendar algo
Que não sei o que é
Nem sei por onde começar
Há só o desejo de ver o tempo passar
No dialogo da rima
Vem-me a resposta
O tempo que é preciso
Deixar passar....

Outro começo de noite

Outro começo de noite