terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Que aconteça de uma vez!

Olhe tudo em volta
não me dê uma resposta
não fiz perguntas
se estou arrebentado por dentro
em destroços que ninguém pode montar
são estilhaços presentes
de uma natureza que não muda

olhe tudo em volta
não negue o óbvio
seus sonhos de plástico
nada pra mim pode ser comprado
porque é real
sei de quem são as soluções
o problema é um só

olhe tudo em volta
nada que exista
acorde por um segundo
estive sozinho
dei cada passo
não me diga o que devo fazer
não vou escutar

olhe tudo em volta
seja lucida um dia
não insista
caminhos paralelos
sabe mais que eu
não se encontram
não me estenda meia mão
não tenho nada
um apoio falso
pode me dar ilusão
já estou com a cara suja
de ir ao chão

olhe tudo em volta
siga tranquila
não se preocupe
a culpa não é sua
não é de ninguém

vou sozinho
vou bem calmo
vou feliz
encontro meus pequenos dilemas
resolvo grandes problemas
esteja longe
não mastigue minha dor
que ela aconteça de uma vez!

Um comentário:

no mundo da lu(a) disse...

Adorei este poema!
Realmente sonhos não podem ser vendidos...exceto quem sabe os de plástico...e estes geralmente não satisfazem...
Então prá que sofrer, se a culpa é de ninguém?
beijos e boa semana.

Outro começo de noite

Outro começo de noite