quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amor nos tempos do cólera set 2011

Eu só espero

Que minha vida não seja

“Amor nos tempos do cólera”

Eu só espero...

Não sei o que eu espero

É uma dor ruim

Mas boa de sentir

É uma dor cruel

A pior de todas

Mas que já sei como sentir

É uma dor que chega

Que fica...

Sai

E volta

Nunca acaba

Nunca, nunca, nunca,

Eu não gosto de nada

Eu não gosto de ninguém

Eu amo todo mundo

Eu quero o bem

Mas não gosto de ninguém

É vazio que não se preenche

É poema que só eu entendo

É dor nostálgica

É o único arrependimento

São lágrimas

São textos

São besteiras que eu escrevo

Que me fazem bem

Ah.. como eu amei

Ah... como eu gostei

Ah... como nada além disso importa

E ninguém entende

E ninguém nunca vai entender

Essa história que eu já não conto

Eu só espero que se preencha

Que venha arrebatador

Amor

E que aquele filme

Seja só mais um momento

E jamais a história inteira

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Medo medo medo !

Medo, medo, medo... Eu te procuro mas não te encontro!
A medida que não te tenho me desumanizo, a medida que tento te achar me torno medíocre, porém é preciso quando se procura viver como um comum e encontrar sonhos que não são seus, afinal não se vive sozinho e a coragem de um sonho solitário quase sempre descamba em pesadelo. A medida entre a coragem e a burrice e o que mais doí é que em uma sociedade de medíocres quase toda coragem é burrice! E eu, eu não consigo viver sozinho, o sorriso dos outros alegra meu coração, é preciso sorrir, eu rio de qualquer coisa nessa vida, pra não me tornar louco me torno palhaço e levo tudo na gozação, alienação! Em um longo processo de dia após dia tomar para si o que não é seu, ser como os demais, ser como a música do Zéca Baleiro, querer apenas uma vida, um comercial de margarina, um filho e um cachorro, torcendo pra não se tornar Mrs. Dalloway, ahh... mas isso não me afeta, ou já não me afeta, quem sabe como foi o passado ? Construo o que existiu com os olhos de hoje, e essa é a grande maravilha da vida, de se reinventar a cada momento, de tornar-se comum e um pouco medroso quem sabe, com essa cara deslavada e mentirosa de que nada te afeta! mas será que afeta mesmo ? que é realmente mentira ? As vezes estamos certos e não sabemos... o tempo é quem diz e no final das contas tudo continua e a vida é isso, é o que é, um eterno processo com muitos procedimentos, com uma morte inesperada ou não... É só uma perspectiva, tem se coragem de fazer tudo porque pode tudo acabar amanha, tem se medo de ir a esquina, porque ir a esquina pode ser fatal... e isso é o que dilata as pupilas e faz bater forte o coração, mas voltando ao inicio se é que é isso mesmo, medo medo medo me diga onde se esconde que eu quero te encontrar porque um cachorro eu já tenho...em breve dois cursos superiores, minhas histórias frenéticas?? Isso não importa, não é mérito algum, mérito é ter medo... e se divertir comendo!!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Agosto

E o vento sopra pavoroso

É agosto

Mais um dia

Mais um ano

É agosto

Vento frio

Balança tudo

Não chove

É só um prenuncio

Esfria a espinha

É só a primeira sensação

Da calmaria

É agosto

Um tempo entre tempos

Sem chuva

Começa seco

Termina úmido

É agosto

Mês do imperador

Megalomaníaco

Cachorro louco

Agosto da garra

Agosto de Augustus

Agosto da guerra

Da superação

Do inicio da chuva

Da vida

Do inicio da guerra

Da morte

Da vida

Porque todo sentido

Carrega seu inverso

Agosto

Mês dos sentidos

Procurando baleias

Procurando baleias

Uma a uma

Foto a foto

Procurando baleias

Em um prazer distante

Tranqüiliza minha mente

Felicidade

Profundo

Leve e denso ao mesmo tempo

Inexplorado

Azul

Imenso

Gigante intocável oceano

E as baleias

Enormes

Gigantes

Easy riders

Dos oceanos

Ahh

Eu viajo aqui mesmo

Procurando baleias

Quando ler isso novamente

Deus deve estar querendo me colocar sozinho
Para que eu aprenda a me controlar por mim mesmo
Mas é difícil
Passaram quase dois anos
Ja tenho uma coleção de besteiras
Passo por tudo como uma escavadeira
Mas o que fica de dor
É a falta de controle
De achar que algo secundario é totalmente necessário
E depois... Depois o erro
De quem não agiu conscientemente
Talvez todos sejamos assim
Talvez nem todos sejam
Mas talvez ajam muitos assim
O fato é que isso me preocupa
Não admito a minha falta de controle
E espero ter avançado quando ler isso novamente

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

psiu!

psiu

ooi
= )
seu pai tem boi
hahaha

tudo bem
?

tudo e ai ?

aqui esta tranquilo

defina tranquilo
mar de boa
a brisa
ventando

23:37
noite quente, mar bonito, brisa boa
hj eu resolvi ir pela av. litoranea pra fugir do engarrafamento e o mar estava lindo, maré cheia.. pensei: ricardo ia gostar de ver isso aqui

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Boa noite

vou indo
aproveitar e dormir mais cedo hoje
preciso produzir
render
funcionar
trabalhar
agregar valor
capitalizar meu tempo
capital cultural
gostar do que eu não gosto
amar o que eu detesto
ver todas as opiniões diferentes
para no final...
inovar dentro dos padrões
boa noite!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Louco louco louco!

Podes escrever um poema
Um artigo
Algo que pense
Que seja diferente
Não é mesmo assim
Nem tem sentido
Do que pode gostar
Ver em uma vitrine
É só um segundo
Não são seus cabelos
Não são suas idéias
Não sabe o que viste
Tira a forma do que tem visto
Concentrando em um estante
É toda mudança
Inteligência que não é
Coragem que fere
Ambição
De nem sei o que
Escondido
Um animal que se tornou peixe
Fugiu da superfície
Quem vê tudo de longe
E não quer ser visto
Desmentido do que importa
Criando sentidos
O que se espera da vida
Prestação unilateral
Sem se pretender fama
Destruindo holofotes
Em caminho inverso
É o que te faz louco
Quer que te encontrem
Sem querer que te procurem
Quer que te amem
Pelo que tens de pior
Não há lógica alguma
Tentas conquistar pelos defeitos
Assim não confias em ninguém
Reconhece apenas aqueles
Que sabem tuas qualidades
É louco
O mais louco de todos os loucos
Destrói a si mesmo
E se orgulha que não conheçam suas virtudes

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Olhos de serpente

Existem alguns anjos

Existem alguns sentimentos

E existem olhares

De ressaca e de serpentes

Que vão e voltam

Que vão e não voltam jamais

Existem verdades e sonhos de ilusão

Mentiras inventadas para se poder viver

Plástico vira felicidade

Verdades descortinadas viram facas afiadas

Você come plástico

Você acredita

Cai de cabeça e continua firme

Convicto em um veneno que entorpece

Desconstrói a lógica e acha tudo normal

Anjos maus

Tentam fazer da sua indisciplina

Algo criminoso...

Querem o sacrifício da sua alma

Até não restar nada

Então seus crimes que dão errado

Tornam-se para você sinal dos tempos

Que grande besteira

Você não percebe

Que seu único pecado foi ter praticado tudo com dúvidas

O movimento perfeito não aceita dúvida

Nem tão pouco a disciplina do escravo

Você é livre homem....

Não acredite naqueles olhos

Sua primeira convicção sempre esteve certa

Água e óleo só se misturam nas mentes doentes


Quando cair, que não seja de uma vez

Espero que possa ainda estender a mão

Para que quem sabe aquele anjo bom

Tenha ainda paciência e complacência

Te puxando para cima

Acendendo a chama de justiça

Que nunca se apaga por completo

Em corações inocentes

Desviados pelos olhos de serpente


Referente ao dia 04 de agosto 2011

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sábado, 9 de abril de 2011

E aquele dia
Hoje
Eu repeti varias vezes
Não podia acreditar
Aquele dia
Eu falava sozinho nas ruas
Aquele dia
Hoje
Que eu quero deixar no passado
Um susto
Alguém que morreu
Nunca mais
Pensava estar longe
Tão perto
Estendia a mão
O que era amor
O que é indignação
O que é nostalgia
No meu positivismo
Ainda não dividi bem
Passados tantos anos
Aqueles dias
Aquelas tardes
Aqueles filmes
Aquelas conversas
Aquelas musicas
A vida vem deixando pra mim
Fantasmas do passado
Eu não entendo
Não é assim
Vem nasce e morre
Não quero esse carma
Não é assim
Não pode ser
Matando com cal
Um músculo que pulsa
Aquele dia
Hoje
Não é passado
Não deveria ser
Destruindo castelos
Seguindo como pá mecânica
Tanque de guerra
Arrebenta as barreiras
E constrói a estrada
E o que ficou já não é mais
Ainda ontem lembrei
Ainda ontem sonhei
Mas já não há amanha para esse passado

Outro começo de noite

Outro começo de noite