quinta-feira, 21 de junho de 2012

Deixando a luz verde...

Nessa noite de postagens frenéticas,
Nesse dia sagrado,
Nesse patamar de luzes,
Vendo nascer o sol ao longe no leste,
Se por no oeste,
Do alto da minha torre,
As luzes da noite,
Como um oceano,
Eu sou tudo,
Eu sou o mundo,
Como uma estrela,
Como um barco que cruza o oceano,
Como uma imensa baleia!!


O Grande..

"E, enquanto lá me achava a meditar sobre o velho, desconhecido mundo, lembrei-me da surpresa de Gatsby, ao divisar pela primeira vez, a luz verde existente na extremidade do ancoradouro de Daisy. Ele viera de longe, até aquele relvado azul, e seu sonho deve ter-lhe parecido tão próximo, que dificilmente poderia deixar de alcançá-lo. Não sabia que seu sonho já havia ficado para trás, perdido em algum lugar, na vasta obscuridade que se estendia para além da cidade, onde as escuras campinas da república se estendiam sob a noite.
Gatsby acreditou na luz verde, no orgiástico futuro que, ano após ano, se afastava de nós.Esse futuro nos iludira, mas não importava: amanhã correremos depressa, estenderemos mais os braços...E, uma bela manhã...
E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado"

O Grande Gatsby!

Meus amigos

Plenitude.. Plenitude
Plenitude!!
O grande Gatsby!
Kerouac, Jack London
Exupery, Ariano Suassuna
Cazuza, o Oasis, Red Hot
No te va gustar
O recente Nietzsche!! Kafka!!
Voltaire.. Marineide
Nico, Upi, Jake
Meu pai
Todos os românticos 
Flaubert, Stendhal
Balzac, Goeth e alguém que por ventura eu não tenha lembrado...
Meus amigos!!
Meus poucos amigos..
E todas que me suportaram
Vocês não vão ler
Alguns não existem
Outros deixaram de existir
Alguns talvez vaguem pelo tempo
Outros se perderam no passado
Outros mal lêem uma placa
Quanto mais um poema
Mas é a vocês...
Meus anjos da libertação
Ora analfabetos
Ora poetas
Vocês são uns miseráveis !!
Cantam na vida a miséria do mundo e se libertam
Vocês são os mártires
Os filhos de Deus que brilham
Vocês me educaram, tiveram coragem
Não sou um burguês de merda
Desafio o mundo
Desafio a vida
E hoje meus amigos...
Não enlouqueci...
Gatsby chegou
Cantou a nova era
Vamos todos daqui sair
Um patamar de mais sucesso
Mais alto e mais pleno
Vamos todos daqui sair
Deixaremos de ser
A promessa de algo incerto
Seremos então a constância do infinito!

Com muita felicidade

Dou adeus com muita facilidade
Não pensei ainda
Como será de agora em diante
Um passado que vai se desmontando
Como uma criança que pisa em um intrincado quebra cabeça
Vou pisando
Espalhando às peças
Ligo às que me convem
E abandono esse barco
Esse blog
Que de hoje em diante ficará...
Ficará para o tempo
Para uma lembrança feliz

Na hora certa retornarei
Corrigindo  dislexias
Pra deixar tudo arrumado
Não sei pra que..
Talvez porque eu goste de mim
Demasiadamente
Minha história me faz feliz
Mas não agora
Agora alcancei uma liberdade nova
Matei fantasmas
Tudo é novo
Tudo é tranquilo
Estou aberto ao mundo
O futuro me vem
Como inesperado
Já não pinto em quadros novos a mesma história
E tudo é azul


Desde Gatsby

Desde o Gatsby
Tenho protelado minha volta
Retorno com sinal de adeus
Venho pensando
Em como acabar tudo
Quantos atos
De que forma
Cinco poemas
Pra uma fase que termina
Ahh...
A verdade é que não queria voltar
Superei..
E sinto uma felicidade constante
De plenitude
De amor
Por nem sei o que
A verdade é que essa carcaça do passado
Fica agora para trás
Escrevo direto
Sem corrigir
Na caixa
Fim sem solenidades

sábado, 26 de maio de 2012

O mar o céu e o vento


O mar o céu e o vento

Infinito
Eu ainda me lembro
De quando não conhecia o mar
Meu pai me deu uma concha de caracol
Eu ouvia atento aquele barulho
Efeito sonoro do vento
Uma palavra
Infinito
É tudo que quero  pra vida
Ser sem fim
Como em uma obra de arte
Como o oceano
Um amor pleno
Ser sem fim
Criar algo um dia
Meta-humano
De uma beleza indizível
Inclassificável
Algo intocável pela torpeza
Como morrer no mar
Em uma tempestade
E não ter o corpo encontrado
Não ter matéria
Não se apegar ao comum
Transcender as barreiras
Não ter corpo
Ser essência
Como em uma musica
Uma melodia perfeita
Uma dança
Um jogo  que é mais arte do que esporte
Perfeição
Como descer rápido por entre os carros
Ter precisão
Como surfar e passar dentro do tubo
Como se na verdade estivesse voando
O mar o céu e o vento
É isso que me faz feliz
Todo o resto é importante pra vida
Mas pra cultivar um espírito que não seja miserável
Só mesmo a beleza
E o infinito
Sinônimos que se constituem em si.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O grande Gatsby!


O grande Gatsby

É tão engraçado
Cinco anos
Scott Fitzgerald
Disperso na fumaça
Eu ia rápido para saída
Nada mais parecia haver

O certo é que algo ainda há
Não li o final
O que Gatsby  consegue
O que quer de fato...
O grande Gatsby
Cinco anos
Ele construiu um monumento para Daisy
Seu casamento infeliz
Ela algum dia sentiu amor
O grande nunca esqueceu

Ela se escondeu como mulher de casa
Uma miserável dona de casa
Uma miserável típica

O grande Gatsby...
Cinco anos
Dayse
Seu casamento
Essas palavras não me deixam

Áh...
Como eu detesto Fitzgerald
E aquela música
Um dia antes do grande
Eu disse a ela
Posso trocar de musica?
Não expliquei porque
Ela é linda
Eu deveria entender isso
E talvez gastar algum tempo
Mas sou infinito
E ela parece acabar a cada dia

Desejei ser especial
Fui um miserável
Creep, é essa a palavra!
Odeio essa música
Odeio esse livro
Odeio a suíça
Tudo já tão longe
É a lembrança de algo que não volta
Algum sentido
Por Deus, apenas isso!
Um sentido...
Mr Johnes...
Aquele dia no bar
Essas eternas coincidências malditas
Não sei quem, ou o que, zomba de mim

Fecho-me em sucesso
Em ver no dinheiro alguma solução
Inútil
Dinheiro não faz feliz
Nunca fez
Só mesmo pra sumir
Pra ver o mar...
Talvez seja o sentido
Vejo as pessoas passarem
Como quadros vivos
Componho parte de suas vidas
Mas me vou sempre
Me apego ao vento
E por isso não gosto de fotos

Um dia fui eterno
Depois a superfície de tudo
Começou a cortar
Como navalha que é
Antes não tivesse conhecido nada
Ignorância é o que há...
Seria tudo um paraíso no mundo dos bárbaros
Mas um dia eu estive lá
Toquei o céu
Purifiquei meus pecados
E desde então
Nada há que me faça dobrar

Repetem meu nome
Dão-me parabéns
Vejo nos olhos dos homens
Meio que uma vontade
De ser assim
Tão forte sendo fraco
Afinal é esse o sentido não é ?
Ser o  alfa
Nisso que chamam de sertão
Todos sem autoestima
Miseráveis ricos
Bem intencionados!
Acham a vida tão complicada
Pra mim tudo parece fácil
Sou um guia que segue no escuro
Procuro problemas idiotas
Quero ter medo
Quero isso que eles têm
Sinto às vezes já ter perdido tudo, mesmo tão no começo
Sinto que aquilo nunca vai voltar
Ai eu saio
Como um pedaço de pizza
Nunca mais
Nevermore
O maldito corvo
Amor nos tempos do cólera

Não é ela
É aquilo que  envolvia
Foi eu ter me sentido humano
Ter por alguém uma vontade de infinito
Acalmar meu coração
E ver em seus olhos o oceano

Foi ter sido único
Foi não pensar em nada mais
Foi ter tido a ambição de faze-la feliz
Éramos tão jovens
Foi algum dia dois ter se tornado um
São quatro páginas já
É vontade de não querer parar nunca mais
E escrever até amanhecer
Um único poema
Que eu sei que será belo
Porque é real
Foi eu ter sido real um dia...

Eram olhos castanhos
Simples olhos castanhos
Nada de incomum
Meu Deus, absolutamente nada!
Pensar que no inicio eu nada senti
Eu nada vi !!
Ela coloca Seu Jorge
Bem simples
Ela tem uma chave
Um código que me desarma

Ela é uma idiota
Uma louca
E eu aqui
Desprezando o mundo
Mas é só um dia
Esse livro logo acaba
E Mr Johnes ?
A vida é uma comedia
Ligada no 11
Engraçado é pensar
Que alguma coisa há
Eu continuo não acreditando nas bruxas
Mas que elas existem, existem!
E voltando ao Grande Gatsby
Pouco me importa seu final
Não sou gatsby
E  Daisy está longe de qualquer lago
Longe da Bahia
Que não é de todos os santos
Mas é sagrada em sua luz que brilha 

Coincidências ?
Talvez seja só a vida
Mostrando que algo existe de maior
Não deixando que a esperança se vá
Em qualquer uma na esquina
Qualquer aventura
Dizendo pra tentar mais uma vez
Talvez aquela que se mostra intocável
Olhos negros de segredos
Ela sabe e é a mais linda
Me faz sentir bem
Por isso tenho medo
Perco o jeito
Andar altivo de quem não tropeça
Eu bêbado sem coordenação
Parece ela me entender tão bem
Ou pareço eu olha-lá e ir tão fundo
Que é uma fuga eu tenho certeza que não
Fugir a gente foge com quem se coloca longe de pensar
A superficialidade é sempre uma válvula de escape
Mas é cortante e sempre decepciona
Mas em contrapartida
Tudo que é fundo dá imenso medo de afogar..

Mas ...
Talvez não seja nada disso
Talvez nunca seja
Dany Califórnia eu sei que não é
Quero me afastar
Mas o habito faz o monge
E é bom não estar só!
Quantas Danys virão ?
Sempre tão alegres..
Gosto de fazer mulheres felizes
Talvez seja isso, todo o fim, daqui em diante
Um longo e inacabado fim
Fazer mulheres felizes!
As mais diferentes
Realizar seus desejos
Dar-lhes alguma proteção
Escolher uma
Dar a ela um filho que não foi feito de amor
Na esperança de que este surja do parto
Ou de uma convivência feliz
De uma reciprocidade forjada.
Mas sinceramente....
Não acredito nisso
Forjar é sempre complicado
Não sou bom em deixar as coisas crescerem
Gosto de pega-lás prontas ou semi-acabadas

Talvez sejam mesmo esses olhos negros
Embora eu os tenha procurado
Fui atrás
Eles nunca vieram
Isso indica que comecei errado
Quando é pra ser eles procuram a gente
A gente diz que não
Não entende
E depois é pra sempre...

Talvez seja ela em seu carro
Tão sem graça
Não me encanta muito, mas bons filmes as vezes começam mal
Talvez seja a  frívola risonha fingindo-se de superficial
Ou a pequena cicatriz
Sempre tão divertida grampeando  ligações!
Talvez seja daqui a muitos anos
Na praia, no vento, alguem que me entenda
Que tenha o espirito nascido no litoral
E que pelo sertão tenha no máximo fascinção.
A demora as vezes incomoda
Em dias em que não se tem ninguém
E sua família parece te ver como um estranho
Domingo é domingo
A missa te deixa mais feliz
Até que descubram suas pequenas heresias 
Ninguém entende seu jeito esquisito
Sunday morning call
Bruma londrina dos livros que você lê 
Nesse tempo tão seco, tão duro!

A espera é agonizante
Vontade de descer por outro vale
Mais verde
Que não seja o vale de Werther
Pra olhar Gatsby e pensar
Que besteira... coisas da adolescência!
Um pouco tardia por sinal.
Beleza roubada e não Os sonhadores
São referências
São sempre referências...
E os pinguins? Que morram todas essas aves infelizes !
Amanhã é sexta feira!
E as baleias?
Ela me fez amar  baleias
Lucy in the sky...
As baleias não têm culpa
Deixá-las-ei em paz
Lindas exultantes e felizes
Talvez um dia eu mergulhe nas costas de uma
E não apareça nunca mais...

Áhh... como tudo isso é ridículo
Baleias, anjas e pinguins.
Nove páginas
Extremamente ridículas!
Mas.. extremamente belas
De uma beleza que não se pode definir

Me faz feliz
Mas vou esquecer
E com beatles termino
Esse poema que se vai no tempo
Como o último eu espero!
Ela deixa a cada dia de ser esse sol
O problema não são as lembranças
Mas  nunca mais eu ter me  aquecido
Tudo é gelo
Um dia ela disse algo sobre isso...

"Look for the girl with the sun in her eyes
And she's gone"
She's gone e isso é tudo!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Backup


Meus sons foram embora
Foram também meus poemas
Tudo perdido
Uma aberração
Tudo ali
Era tanto

Nada de valor
Nada de interesse
Mas era eu
Minhas palavras
Tudo que tenho de mim
Que escondia do mundo
Se foram
Todos os últimos meses

Em uma nova janela
Novo acesso
Sem backup
Mais fácil pra todos
Apagar  tudo
Começar de novo

No me gusta  começar novamente
Gosto das minhas coisas
Por idiotas que sejam
Eram minhas 

O pouco que tinha de mim
Meu final de dia
Chegar em casa
Pensar um pouco
Conversar comigo mesmo
Talvez aquele doente esteja certo
Sou egocêntrico
Mesquinho
Idiota
Amo minhas coisas
Meus erros de português 
Minhas músicas 
 

domingo, 6 de maio de 2012

Forever !


Forever !

Um dia você acorda confuso
Olha para os lados
A muito que não tem espelho
Tem medo dos seus olhos

Um dia você lava o rosto
Passa a mão no cabelo
E se pergunta o que de real ainda existe
Você acordou todos os dias
Foi o mesmo
Tentou domar seu espírito

Pisaram em seu passado
Disseram que tudo era errado
Deram-te uma fórmula do sucesso
Você se podou
Resumiu-se a cinzas
Teve vergonha de seu português
Procurou nas mulheres
Um rosto que pudesse suprir essa falta
Um caminho reto
Para seu coração sinuoso

Mas nada nem ninguém
Consegue matar um espírito de coragem
Ele sempre volta
Não morre, apenas adormece.

Você acorda
Sente os olhos incendiarem a alma
É preciso dizer pra que se veio
Tudo que tem coragem tem beleza
Você definhava em uma rotina
Se contendo em dias comuns
Na ambivalência entre certo e errado
Nada há que não seja real como um sonho
Tentou tocar, mas não sentiu.

Pede perdão aos demais
Eles não acreditam
Não têm coragem
Nunca vão entender
E você...
Você quer o mar
Que é o lugar pra onde te levam
Todos os seus poemas!

sábado, 3 de março de 2012

Atravessar o mundo

Queria atravessar o mundo

Atravessar a pele

Atravessar meus olhos

Mirar-me no espelho

Ir muito além

Voar na velocidade dos pássaros

Sentir um calafrio arrepiar a espinha

Soltar lagrimas de felicidade

Ficar extasiado com a beleza

Acompanhar uma dança

Um movimento perfeito

Em sons que caminham leves

Andam sobre as águas

Percorrem o espaço

Flutuam com a alma

Desvairado na completude

Como um sentimento de amor

Como um surfista que sai do tubo ileso

Que sente a água

Que atravessa a onda

E sai deslizando

Correndo o oceano

Quero o mar o amor

O que é infinito

Quero cercar-me dos seus olhos

Tenho o poder de parar o tempo

Você me diz que sou exagerado

Eu te digo que sou infinito.

7:00

Desperta

Sete da manhã

Aquele som

Dizem que estou certo

Abro os olhos

Como ontem

Como amanha

Não há muito que mudar

Sempre distante

Ponho a cabeça em outro mundo

Não sou eu quem lê e decora

Lógica de não sei o que

Medo do futuro

Sete da manha

Algumas horas a mais

Dormir um pouco

Não fazer nada

Não sofrer por isso

Esse sou eu

Que eu queria ser

Que eu quero ser

Sete da manha

E eu cumpro o procedimento

Sete da manha

E o sol explode lá fora

Sete sete sete

Eu em casa

Meus óculos

Sete

E eu queria o mar

Sete meu número da sorte

Sete pra me libertar daqui

Digam o que quiser

Não estou certo

E eu sei disso

Mas é só por um tempo

Até chegar não sei onde

Pra ser não sei quem

E poder dormir algumas horas a mais

E poder caminhar com o cachorro na praia

Sem pensar em que horas é preciso voltar

É uma longa estrada

É preciso trilhar

Megalomania

Apostei todas as minhas fichas

Fiquei quieto e esperei

De longe eu parecia um escravo

Era como um cão

Pulei de lado a lado

Abri um sorriso

Sentei e saltei

Aprendi truques

Confiei moedas de chocolate

Fui caridoso com ninharias

Mas sempre estive aqui

Como um lobo adormecido

Eu observei

Gratidão

Confiança

Guardei minhas moedas de ouro

Tudo que era valioso permaneceu comigo

Bem guardado

Bem lá no fundo

Percebi os esbanjadores

Sempre tão espertos

Abusaram da minha bondade

Ingenuidade

Pisaram em cima

Acreditaram que eu voltaria sempre

Com o rabo entre as pernas

Como o cão fiel

Mas eu vim

Vi e agora vou vencendo

Cada um me mostrou sua face

Segundo cada teste

Segundo cada dia

Eu peneirei o ouro em um rio calmo

Meu tesouro

Calmo

Tranqüilo

Guardei minhas armas

Fechei meu ciclo

Todos eles, toda a terra e a areia

Todos que quiseram sugar moedas de chocolate

Todos que se mataram por pequenas ambições

Aparecerão agora

Virão ao meu encontro

Mas eu tenho informações

E a vida se resume

Em quem se pode confiar!

Essa memória

Escuto uma musica hoje

A chuva cai fina

Na calçada alguém passa

E o sol reflete na água

Um dia na vida

Sei que o tempo passa

Mas por um segundo

É infinito

Cada estrela que surge

Cada carro que passa

É a musica

Lembro me de você

Dizendo mais uma vez

Que se importar com tudo no mundo

É coisa de quem não vive

E só se importa

A chuva que não para

É infinita

E a noite é bonita

Um dia quente

Uma estrela que chega

Acalma nossos corações

Tão sedentos de um pouco de vento

Sopra tranqüilo

E leva leve no ar

Um pouco dessa memória

Noite

Hoje a noite é bonita

Entardeceu na minha janela

Em um dia assim

O sol cobre de laranja o tempo

E a cidade fica dourada

Na minha janela

Vejo tudo passar

A noite cair

As luzes se acendem

E daqui de cima tudo é tão bonito

Desço, atravesso a rua

Sento pra ver os carros passarem

Nada muito além disso

Uma noite que cai

O céu limpo

Tudo tão bonito

Enche a alma um dia assim

E isso é a vida

Lalalala

Imagine eu e você

Como poderia ser tudo tão feliz

Todo o tempo

Eu e você

Você e eu

A única pessoa pra mim é você

Não preciso de mais ninguém

Por toda a minha vida

Imagine todo o mundo

E os problemas

E as coisas

Imagine todos os medos

Tão sem importância

Porque somos tudo

Um para o outro

É uma canção

Bem brega

Que a gente canta junto

Sem se importar

Porque somos eu e você

Tão felizes juntos

O Kafka

Medo do Kafka

Vontade de ler

Vai deixando pra depois

Aumentando a tensão

Medo do Kafka

Tão real

Vai te fazer mal

Tão real

Surreal

Medo do Kafka te dizer tudo aquilo que você já sabe

Adrenalina com o Kafka

É pular de ponta no buraco negro da mente

Ver fantasmas

Se sentir como uma criança

É ter força

Enfrentar o Kafka

Enfrentar a si

É ter coragem de um bravo

É sair mais forte

E tapar o buraco negro

É uma missão

Maior que qualquer coisa real

Qualquer navalha na carne

Ele estupra sua mente

Minuto a minuto

E você só sai

Se for maior

Maior que o Kafka

Como uma barata gigante

Que se levanta e devora a tudo

E a todos!

Pinguim

Se escrevesse cada palavra

Como se fosse a ultima

Se saísse de casa cada dia

Enfrentando o mundo

Como se acabasse amanha

Como se olhasse pra cada mulher

Como se fosse à única

Mas não é bem assim

Outros dias sempre vêm

Mas sabe...

Poucas coisas são infinitas

E como todo sentido

Carrega seu contrário

O infinito é único

É o último dia

É o último amor

Que se arrasta

Por toda eternidade

É só o que eu sei meu bem

Meu pingüim

Vai ficar pra sempre

Pra sempre e mais um dia

Por que foi a última e a primeira

Por que foi lendário

sexta-feira, 2 de março de 2012

Plenitude

Eu sou o bravo
O forte
E te espero
Eu sou o louco
Enfrento o mundo
E te espero
Eu sou o anjo
A inocência
E te espero
Eu sou a ilusão
A incoerência
E te espero
Eu sou o palhaço
A alegria
E te espero
Eu sou o mundo
Não sou completo
E te espero
Eu sou uma parte
Inconstante
E te espero
Eu não paro
Eu corro léguas
E te espero
Já não quero mais ser tudo
Já não sei porque corro
Quero ser um só
Eu e você
Plenitude 
E te espero!

Mesmos erros

Escrevo os mesmos poemas

Com os mesmos erros

São palavras diferentes

O mesmo sentido

É...

As coisas não mudaram tanto

É sempre um dia assim

O sol não sai direito

E a noite não chega misteriosa

Um dia

Um grão de areia no tempo

Quando o tempo não se mostra

Olhando pra dentro

Algo fica insustentável

É o mesmo poema

É a mesma pergunta

É a mesma certeza

Tento dormir

Quero esquecer

Vejo as ondas baterem

Mesmo tão longe

Sei que é meu inicio e meu fim

Distante

Quando você sonha comigo

Eu existo ai

Tão distante

Te dou um abraço

Eu existo pra sempre

Naquele instante

Eu estou ai

Sinto o mar

Sinto o vento

Te dou a mão

E sentimos a areia

Pulamos as ondas que vem

E voltam pra imensidão do mar

Porque somos o infinito

E você me encontra em seus sonhos

E isso me deixa feliz

Porque tenho sido por vezes

Incapaz de sonhar

Tão preso a terra

Não sou nada

Mas você é o mar

Que traz pra perto as coisas longínquas

Que liga os continentes

Outro começo de noite

Outro começo de noite